terça-feira, 10 de maio de 2016

Perfil: Meg Cabot

Meg Cabot nasceu no dia 1º de fevereiro de 1967, sob o signo astrológico chinês do Cavalo do Fogo, notoriamente um signo azarado. Por sorte, ela cresceu em Bloomington, Indiana, onde muito poucas pessoas tinham consciência do estigma de ser um cavalo do fogo - pelo menos até Meg alcançar a adolescência, quando ela repetiu em Álgebra duas vezes no primeiro ano e decidiu cortar sua própria franjinha. 

Seis anos depois de se formar na universidade de Indiana (onde ela só entrou porque seu pai era professor de lá), Meg se mudou para Nova York bem no meio de uma greve dos funcionários da limpeza pública. Ela tentou seguir a carreira de ilustradora, mas isso não deu certo em absoluto, forçando-a a se voltar para o seu hobby favorito - escrever - para buscar alívio emocional. Ela passou por vários trabalhos para poder pagar o aluguel, incluindo dez anos de administração de um dormitório de 700 calouros na Universidade de Nova York, posição da qual Meg de vez em quando sente saudades.

Ela é autora de mais de quarenta livros para jovens e adultos, muitos dos quais se tornaram best sellers, com destaque para a série "O Diário da Princesa", que foi publicado em diversos países, vendeu milhões de exemplares por todo o mundo e deu origem a dois filmes da Disney que foram sucessos de bilheteria. Meg também é autora da série "A Mediadora", dos livros "A Garota Americana", "Ídolo Teen", "Avalon High", vários livros históricos sob um pseudônimo que ela ainda espera que sua avó nunca descubra, uma série de livros inteiramente no formato de emails ("Garoto Encontra Garota", "O Garoto da Casa ao Lado" e "Todo Garoto Tem"), um livro de mistério ("Tamanho 42 Não é Gorda) e o chick-lit "A Rainha da Fofoca", sobre uma jovem que fala demais, o que é um traço de personalidade que não se aplica à Meg em absoluto. 

Meg hoje divide seu tempo entre Nova York e Key West, com uma gata principal (Henrietta, de um olho só), vários gatos de back-up, e seu marido, que não sabe que se casou com alguém cujo signo é cavalo do fogo. Por favor, não conte a ele.

Conheça os títulos disponíveis da Meg na nossa biblioteca:
  • Abandono (resenha da semana passada - leia AQUI)
  • O livro das princesas
  • Coleção: A mediadora ( com 06 livros)
  • Melhores amigas para sempre?
  • Como ser popular
  • Coleção: O Diário da princesa ( com10 livros)
  • Formaturas infernais
  • Avalon High e Avalon High: a coroação
  • Ídolo teen
  • Coleção: As leis de Allie Finkle para meninas
  • Mordida e Insaciável
  •  Liberte meu coração
  • O livro das princesas
Leia todos!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

3 dicas de leitura para o Dia das Mães

O Dia das Mães se aproxima e temos algumas indicações de livros para esta data:

  • Quem é ela? - Autor: Eliane Pimenta - Editora: Brinque-Book
 Esta é uma indicação de leitura para os pequenos, ou para ler com eles.
Uma criança pergunta à outra se ela consegue ver " É aquela com juba de leão. Fica assim sempre que alguns seres pequeninos fazem pirraça." E outras assimilações muito criativas.
A família pode fazer uma brincadeira em que um único adulto faz a leitura para os outros que devem ouvir as descrições do menino e fazer o desenho para tentar descobrir sobre o que ou quem a história fala.
  •  A vida na porta da geladeira - Autor: Alice Kuipers - Editora: WMF Martins Fontes
     É um livro muito tocante, sensível e de fácil leitura. Indico para os jovens adolescentes e também para as mães, para que percebam que se algo está acima da sua família, que você deve rever as prioridades. 
     Claire, de 15 anos, e sua mãe têm uma rotina muito atribulada. Nos raros momentos em que a mãe está em casa (ela é obstetra), a filha está na escola, com amigos ou com o namorado. Resultado: as duas quase não se veem e se comunicam deixando recados na porta da geladeira. Esses recados vão desde cobranças banais [Oi, MÃE! (Que eu NUNCA MAIS vi!)] até revelações tocantes e contundentes por parte de mãe e filha durante o penoso tratamento do câncer de mama da mãe, num ano que se revelará decisivo para as duas.
Leia nosso post especial sobre este livro: clicando aqui.

  •  A menina de vidro - Autor: Jodi Picoult - Editora: Verus
     Este é certamente um dos livros mais polêmicos que li. Como mãe, não consigo me imaginar em situação parecida: dizer que preferia ter abortado o filho que tanto amo.
    Até onde você iria para garantir o futuro de um filho? Quando Willow nasce com osteogênese imperfeita, uma doença grave que a faz ter ossos extremamente frágeis, seus pais, Charlotte e Sean, ficam arrasados - a menina vai sofrer centenas de fraturas ao longo de sua existência e ter uma vida de dor. Depois de anos de cuidados constantes com Willow, sua família está à beira da falência. Até que uma dupla de advogados oferece a Charlotte uma oportunidade de salvação: processar sua obstetra por nascimento indevido - ou seja, por não ter diagnosticado a doença de Willow cedo o bastante para que sua mãe pudesse optar por um aborto. A indenização pode assegurar a Willow um futuro tranquilo, mas para consegui-la Charlotte tem que processar a dra. Piper Reece, sua obstetra e melhor amiga - e afirmar perante o júri que gostaria que sua filha nunca tivesse nascido... 
Um livro fácil de ler, porém muito sensível e talvez um jovem não tenha a maturidade necessária para se colocar no drama da mãe. Assim, sugiro que seja lido pelo adulto, mas nada impede que um jovem leia. Acesse nosso post especial sobre este livro: clicando aqui.

Escolha seu livro e boa leitura!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Resenha: Abandono

"Alguns dias atrás, se tivessem me contado sobre uma menina que teve de ir morar com um cara em seu palácio no Mundo Inferior durante seis meses, eu teria gargalhado. Você acha que Perséfone ficou em apuros? Vou dizer quem  está em apuros: eu. Bem maiores do que os dela." Pág. 06

Ficha catalográfica
Título: Abandono
Autor: Meg Cabot
Trilogia: Abandono, livro 01
Editora: Galera Record
Páginas: 304
Sou fã da Meg, apaixonada pelas histórias dela, principalmente, pela série A Mediadora. Comecei a ler Abandono na expectativa de ser uma narrativa semelhante A Mediadora. Que houvesse uma personagem jovem, um pouco arrogante e engraçada, que ela se apaixonasse por um ser de outro mundo e que vivessem páginas de aventura e suspiros. Bom, eu errei. E errei FEIO!

"Cuide-se antes de se detonar." Pág 273

Como de costume, não li a orelha nem a contra-capa do livro então não sabia do enredo. Na primeira página, Pierce Oliviera, nossa protagonista, nos conta o mito da Perséfone. Resumindo o mito, Hades é o Deus da Morte e ele sai do Mundo Inferior e sequestra Perséfone, levando-a para seu mundo. Se você quiser saber mais detalhes, clique AQUI

Pierce tinha 15 anos quando bateu a cabeça e caiu em uma piscina. Sofreu hiportemia e passou pela EQM (Experiência de Quase Morte). Nos minutos em que passou morta, Pierce conhece John, um governante do Mundo Inferior. Na verdade, eles se conheceram antes, quando Pierce tinha apenas 7 anos, no funeral de seu avô. Mas é agora que John lhe entrega um colar conhecido como o Diamante de Perséfone, uma espécie de amuleto, que muda de cor sempre que Pierce está em perigo.


" Nunca tinha visto uma coisa tão linda. A pedra tinha cor de nuvens com chuva... cinza nas postas e tão azul no meio que ficava preta." Pág. 62

" Foi por isso que lhe dei o colar. Ele vai lhe avisar se alguma das Fúrias estiver por perto." Pág. 69

Depois de um "incidente" na antiga escola e da morte de sua ex-melhor amiga Hannah, Pierce muda-se com a mãe para uma ilha na Flórida chamada Isla Huesos. O lugar parece paradisíaco mas na verdade lá uma passagem para o Mundo Inferior governado por John.

A narrativa vai e volta no tempo, divagando nos pensamentos de Pierce - ela é a narradora -o que eu acho muito legal porque no meio de uma conversa você começa a ler um pensamento dela. Mas não há indicação de que é um pensamento: não há aspas, nem escrito em itálico, nem salta uma linha. Simplesmente está ali, incrustado no diálogo seus pensamentos, que revelam pouco a pouco os detalhes do acidente (de quase morte) e do incidente (ligado a Hannah e ao professor Mueller). Particularmente, gosto de narrativas assim, esta forma de escrever nos deixa mais próximo do personagem, como se estivéssemos ali, no subconsciente dele.

No início de cada capítulo, lemos um trecho do livro A Divina Comédia, de Dante Alighieri (disponível na nossa biblio para empréstimos). Dante, o personagem da história, narra, em forma de poema, uma odisséia pelo Inferno, pelo Purgatório e pelo Paraíso, descrevendo cada etapa da viagem com detalhes quase visuais. Nessa viagem é guiado, no Inferno e no Purgatório, pelo poeta Virgílio, e no Céu por Beatriz, musa do autor em várias de suas obras. As citações foram muito bem escolhidas, não só por anteciparem o conteúdo do capítulo mas também pela ligação das duas histórias: Inferno, Paraíso, Mundo Inferior...


John foi um personagem difícil de imaginar. Pierce o descreve de várias formas, exceto pelo fato de sempre usar roupas pretas e defini-lo como alto, bem alto. Quase sempre sua voz é forte como a de um trovão. Você consegue imaginar a frase a seguir com a entonação descrita?


"- Você está bem? - perguntou com uma voz mais assustadora do que o trovão que ecoou na caverna, uma voz mais alta e mais autoritária." Pág. 48


Como é que você pergunta a alguém se está bem com uma voz de trovão?

"- Combina com você - disse ele com a voz de trovão de novo. Tossiu para limpar a garganta. - Pensei nele assim que a vi lá embaixo. Só que nunca pensei... Bem, nunca pensei que você fosse mesmo você, ou que gostaria de vir aqui comigo." Pág. 62

 E como se faz um elogio com esta mesma voz? Difícil imaginar. Ele me parece... sei... lá... perturbado. Como se quisesse agir de uma forma mas conseguisse sair da moldura que tem.

"Ele era fogo, e eu inflamável." Pág. 25

A história é verdadeiramente um suspense. Não há partes engraçadas nem muito românticas, na verdade, o primeiro beijo só acontece a 45 páginas do final do livro! Mas tenha certeza que a ausência de romantismo não faz falta. A história é muito envolvente e sombria. Talvez aqueles que gostam de mitologia critiquem, mas é importante lembrar que John Hayden não é Hades, nem Pierce, Perséfone, apesar da semelhança dos nomes.

"Ele me beijou.
(...)
Senti como se a Via Láctea, acima de nossas cabeças como um jarro celestial, tivesse virado, jorrando sóis e planetas dentro da minha garganta. Parecia haver estrelas saindo dos meus dedos das mãos e dos pés e das pontas dos meus cabelos." Pág. 255


Na Nota do Autor, temos algumas explicações sobre como Meg se inspirou para escrever a trilogia, o que me poupou das pesquisas sobre se Isla Huesos existe, por exemplo.

Fiquei com muita vontade de ler os outros livros, Inferno e Despertar, mas terei que esperar porque eles ainda não estão disponíveis na nossa biblio :(  Minha curiosidade sobre como Pierce retornará do Mundo Inferior permanecerá por mais algum tempo e a sua se inicia: boa leitura!

"Aonde poderíamos chegar? Ele era um deus da morte. Eu era uma estudante.
Aquilo nunca ia dar certo.
(...)
Deu um passo à frente, passou um dos braços pela minha cintura, puxou-me para perto dele e me beijou de novo." Pág. 257 

terça-feira, 12 de abril de 2016

Resenha: Abafa! Fofocas blogásticas de Sofia



Ficha catalográfica
Título: Abafa! Fofocas blogásticas de Sofia
Autor: Rose Cooper
Coleção: Abafa, livro 01
Editora: V&R
Ano: 2012
Páginas: 208
Esta é mais uma postagem especial para meus, aliás, minhas leitoras do 6º ano.
Uma febre de leitura pelos livros escritos em forma de diário está tomando conta dos alunos desta idade: Diário de um Banana, Diário de uma garota nada popular, O diário da Princesa... Eu ainda não havia lido estes livros, não porque não estivesse interessada, mas porque eles estavam sempre emprestados e com listas de espera enormes! Minha oportunidade: as aquisições de Janeiro! Este livro é o primeiro de uma trilogia e todos já estão disponíveis para empréstimo.

Em Abafa! Fofocas blogásticas de Sofia de autoria de Rose Cooper, Sofia Becker está no 6º ano. Tem uma apelido "carinhoso" de Arrotofia, dado pelo carinha de quem ela está a fim. Escreve um blog no site da escola Middlebrooke chamado Melhor Blog do Mundo, mas o blog não é exatamente o melhor do mundo,  na verdade nem chega a ser  o melhor da escola. Ela escreve as fofocas que ouve, principalmente, no banheiro feminino e assina como Blogueira Blogástica.

"...meu blog anda meio caído ultimamente, e o número de acessos está baixando. O único jeito de deixar meu blog mais popular é  postar fofocas fresquinhas como essa." Pág.15

O livro é o caderno onde ela faz as anotações do pré-post que se misturam com as anotações em forma de diário. Ela fala não só da fofoca em si, mas da história completa, como ela soube, o que é verdade, o que ela pensa a respeito... Os capítulos são numerados pelos dias da semana e do mês, como em um diário mesmo e o detalhe do desenho na parte interna da páginas, simulando a encadernação em aspiral, com arame é bem bacana.


Para mim, um livro médio. Achei ele regular mas acredito que minhas alunas irão gostar. Ainda não conheço bem as alunas do 6º ano/2016, mas algumas do ano passado eram blogueiras que, assim como Sofia, buscavam a popularidade.

"...talvez eu venha a ser a próxima Celebridade Blogueira dos famosos. Tirando a parte da celebridade. E dos famosos." Pág. 16
O blog até sobe alguns degraus na popularidade mas como ela usa um pseudônimo, pensam que outra aluna é a responsável por ele. E esta aluna, é claro, tira proveito dos 5 minutos de fama. 

O que gostei na história foram as passagens cômicas, Sofia consegue ser bem engraçada em várias partes.

"O QUÊ! Andrew está a fim da Mia St. Calire?
Foi então que eu parei de ouvir, porque naquele exato momento meu coração foi tragicamente arrancado do meu peito, atirado no chão e pisoteado por mil elefantes, e depois estilhaçado em um milhão de pedacinhos." Pág. 11
 (Ah... quantas de vocês já vi neste drama...)

"...eu simplesmente vou morrer se ele declarar que está a fim dela num estilo metido a poético. Tão clichê e sem graça. A não ser que fosse pra mim." Pág.31
( ...e nesta dor de cotovelo...)

E também das ilustrações. Sofia faz desenhos no caderno para enriquecer seu texto e penso que, se ela postasse seus desenhos e escrevesse sobre suas trapalhadas, seu blog seria bem mais visitado.

 Ah! E foi graças a este livro que descobri o que significa GMAM: Garoto mais asqueroso do mundo. kkk, quanta imaginação!

Boa leitura!

terça-feira, 5 de abril de 2016

Perfil: Rose Cooper

Rose Cooper passou sua adolescência em torno de cadáveres , cemitérios e necrotérios . 


Dá pra acreditar que esta carinha angelical já esteve tão próxima de um cenário fúnebre???

Seu padrasto era um agente funerário, o que significava ser pego na escola em um carro fúnebre e quase morrendo de vergonha, várias vezes. Como se isso não pudesse ficar pior, o cemitério estava em seu quintal, ela estava a uma curta distância da casa mortuária e pegou carona na traseira de uma van com (surpresa! ) um corpo! Ah, e sua mãe fazia o cabelo e a maquiagem dos cadáveres. Isto certamente renderia um livro divertido e assustador. Bem, e foi isso o que aconteceu. Seu livro da série Dead Serious (lançado em 2014 nos EUA), é baseado em suas experiências. (Fonte: http://rosecooperwriter.blogspot.com.br/ )

Autora e ilustradora de livros infantis, artista autodidata, já expôs seus trabalhos em várias mostras e galerias.

Segundo ela, escrever para o público infantil é a desculpa perfeita para estar sempre em contato com seus filhos e se sentir uma eterna criança.

Aqui no Brasil, Abafa! é mais um dos livros em forma de diário que fazem sucesso. Aliás, na próxima semana você poderá ler aqui a resenha dele.

Rose mora nos Estados Unidos, na cidade de Sacramento com seu marido e seus três filhos.

terça-feira, 29 de março de 2016

101 maneiras infalíveis de dizer Eu Te Amo

Ficha catalográfica
 
Título: 101 maneiras infalíveis de dizer eu te amo
Autor: Bonalletra Alcompàs
Editora: Leya
Ano: 2015

Ohhh, que fofura!
 
1001 maneiras infalíveis de dizer Eu Te Amo é uma obra de Bonalletra Alcompàs para aqueles que não consideram as declarações de amor um ato cafona.
 
"Amor eterno
 
O sol pode nublar-se eternamente;
e o mar todo secar de repente;
a Terra pode sair do eixo
como se feita de frágil cristal.
 
Tudo pode acontecer! Pode até a morte
cobrir-me com seu fúnebre manto;
mas jamais em mim poderá se apagar
a chama desse amor que prezo tanto.
 
Gustavo Adolfo Bécquer" Mensagem 86
 
O livro traz, obviamente, 101 declarações das mais variadas formas: poemas, imagens,  para internautas, para românicos clássicos...
 
Os textos mais originais são os que fazem uso de termos tecnológicos, mas sem dúvida os que mais gostei são os que se identificam comigo e com meu par S2.  Até fiquei inspirada a produzir cartõezinhos românticos após a leitura. Aliás, no fim do livro, encontramos justamente este recado de encorajamento com modelos de cartões.
 
Selecionei alguns trechos:
 
"Com você o amor é como a fotografia: sempre destaca o lado mais luminoso das coisas." Mensagem 22
 
"Seus beijos são como uma caixa de bombons, nunca se sabe qual é o mais gostoso." Mensagem 28
 
"O primeiro beijo foi mágico, o segundo foi íntimo e, no terceiro, fiquei viciado." Mensagem 54
 
"No dia em que você não arder de amor, morrerei de frio.         Frase de François Mauriac" Mensagem 77
 
"Nosso amor trafega seguro por uma via expressa e sem pedágios. Boa viagem!" Mensagem 81
 
"Dê a quem você ama: asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.          Dalai Lama" Mensagem 97
 
Não deixe de ler!

terça-feira, 22 de março de 2016

Coelho + Ovo + Chocolate = Páscoa Como???


 
Enquanto o Natal é celebrado todos os anos no dia 25 de dezembro, considerada a data de nascimento de Jesus Cristo, a Páscoa não tem uma data fixa porque segue o calendário lunar. Ela é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia do outono. O Outono começa em 20 de Março e a primeira lua cheia neste mês em 2016 será no dia 23, portanto, o próximo domingo após este dia será o 25, dia em que a Páscoa será celebrada.


A maior celebração cristã (junto com o Natal, claro) tem sua origem na festa judaica do Pessach - que significa "passagem" em hebraico, uma referência à saída dos judeus do Egito e sua libertação da escravidão, com a chegada à terra prometida sob a liderança de Moisés.


Durante a festa judaica, o ovo - um dos únicos alimentos que não perde a forma depois de cozido - é utilizado como símbolo do povo de Israel. Em determinado momento, o chefe de família se levanta e diz: "O povo de Israel é como esse ovo, que, quanto mais cozido na dor e no sofrimento, mais preserva sua unidade e sua identidade". (Evidentemente, naquela época o ovo ainda não era de chocolate.) A comemoração foi adaptada pelo cristianismo para relembrar a ressurreição de Cristo, que também representa a renovação da vida. 
 

Nas culturas pagãs, o ovo era dado de presente aos amigos como desejo de boa sorte. Os chineses começaram a tradição de pintar ovos de galinha. O costume foi absorvido pelos  cristãos primitivos do oriente, que passaram a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição. 
 

A tradição do Coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães do século XVIII. Os pais contavam às crianças que o coelho é quem trazia os ovos. A explicação dada por lá é de que havia uma lenda que dizia que uma mulher muito pobre pintou alguns ovos e escondeu para entregar aos filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Elas disseram que foi o coelho que tinha trazido os ovos e essa ideia se espalhou pelo país. 
 

Conta-se também que Simão, o cireneu que ajudou Cristo a carregar a cruz até o Calvário, era vendedor de ovos. Depois da crucificação os ovos teriam ficado coloridos.


O professor de Teologia da PUC Érico João Hammes afirma que com o passar do tempo os ovos de aves, principalmente da galinha, começaram a ser substituídos por ovos feitos por açúcar. ‘Há 60 anos o chocolate era muito raro, especialmente para as classes mais pobres. Então era comum um ovo feito só de açúcar para marcar a alegria da festa.” A tradição dos ovos de chocolate começou na França e, a partir do século XIX, os ovos doces tomaram conta da comemoração.



Fontes: