quarta-feira, 16 de março de 2016

Resenha: Princesa Adormecida

" (...) deitei abraçada ao meu telefone e fechei os olhos. Quem dera eu pudesse adormecer por 15 dias... Assim eles passariam muito mais depressa." Pág. 101


Ficha catalográfica
 
Título: Princesa Adormecida
Autor: Paula Pimenta 
Editora: Galera Record
Ano: 2014
Páginas: 192
 
Princesa Adormecida é um livro da escritora mineira Paula Pimenta.

Este foi o primeiro livro que li da autora. Não porque não tivesse interesse, acontece que, os livros dela estão entre os mais solicitados na nossa biblioteca e a oportunidade que tive foi quando recebemos este durante as férias para compor o acervo de 2016.

Princesa Adormecida é um conto de fadas moderno. Como assim? Lembra-se da história infantil A Bela Adormecida? Este é o seu reconto vivido no século XXI. O mesmo acontece com o outro livro da autora, Cinderela Pop que é mencionado neste na página 40: "O Fredy Prince era um cantor superfamoso, o queridinho de todas as adolescentes, e de repente se apaixonou por uma DJ que perdeu um sapato em uma festa em que a banda dele tocou. O caso havia sido amplamente divulgado na internet, nas revistas e até na TV"

Pelo trecho acima já dá para entender o que é um conto de fadas moderno: a história se repete mas com os elementos atuais. Farei um resumo da história original e depois usar este mesmo resumo com os personagens de Princesa Adormecida.

Original:
Filha do Rei Stephen, Aurora, foi amaldiçoada pela Fada Má, Malévola, no dia de seu batizado, a perder a vida até os 16 anos furando o dedo em uma agulha. Temerosos, os pais entregam Aurora à três fadas( Fauna, Flora e Primavera) que a criam na floresta e dão-lhe um novo nome: Rosa. No dia do seu aniversário, Rosa espeta o dedo e cai em um sono profundo. As fadas colocam-na em um torre onde permanece até que o Príncipe Phillip a acorda Rosa com um beijo de amor verdadeiro.

Princesa Adormecida:
Filha do Príncipe Stefan, Aurea, foi  sequestrada pela amiga de sua mãe que era apaixonada por Stefan, Marie Malleville,  no dia de seu batizado e a ameaçou de perder a vida até os 18 anos. Temerosos, os pais entregam Aurora aos tios Fausto, Florêncio e Petrônio que a criam no Brasil e dão-lhe um novo nome: Ana Rosa. No dia do seu aniversário de 16 anos, Ana Rosa é picada (por abelhas) e entra em coma por alguns dias. O Príncipe desta história é Phil e Rosa espera por seu beijo de amor verdadeiro.

"Arranquei o adesivo com a unha e, para tentar rasgar o papelão, enfiei o dedo pela pequena fresta. Foi então que eu o espetei em algo.
Imediatamente uma dor irradiou por toda a minha mão.

Tropecei e caí.

Eu ainda tive tempo de perceber que a voz era de um garoto, que vinha correndo. Um garoto bonito.

Foi aí que o veneno das abelhas fez efeito, e eu não vi mais nada.
Até muitos dias depois..." Pág.113 e 114

O livro é dividido em duas partes e cada uma delas em capítulos. O trecho acima é o final da primeira parte.

O reino de Princesa Adormecida é Liechtenstein, um minúsculo país europeu com apenas 160 Km² que está entranhada nos Alpes. Sua capital, assim como menciona o livro, é Vaduz. (Fonte: http://www.imagensviagens.com/liechtenstein.htm) Acho interessante mencionar porque tenho esta mania de procurar pelos lugares, músicas e livros mencionados nas histórias para saber se existem de fato ou se são criação do autor.

Não havia escutado comentários sobre este livro, então, não criei expectativas. A leitura começou devagar, não tive muito entusiasmo, achei a história lenta. Depois, lá pela página 100, animei. Só para constar, o livro tem 189 páginas. Não sejam influenciados pela minha opinião até esta parte da leitura, principalmente, se você for adolescente ou muito romântico. O livro é beeem romântico do jeito que as jovens apaixonadas gostam, não é a toa que são conhecidos como "livros cor-de-rosa". E no fim, eu gostei do livro, é fofo, doce... O finalzinho então, a forma como o destino une o casal, como as histórias se cruzam, afastam e reencontram é muito bacana.

 "Depois da primeira noite, ouvir aquela voz se tornou essencial. Era como se meu dia só ficasse completo assim; acho que eu poderia viver sem ar, mas não sem ouvi-lo dizer meu nome!" Pág. 88

Há muitas passagens assim e sei que muitas garotas irão suspirar e sonhar trocar mensagens como estas. Ana Rosa e Phil se comunicam, acredito, que por algum aplicativo semelhante ao Whatsapp. As conversas são representadas, inclusive, por balões, cada uma de um lado da página, assim como aparece no celular. Se você prestar atenção, na foto da capa, Ana está segurando um telefone.





A leitura é super fácil, o que não poderia deixar de ser, pois o livro é para o público jovem e não basta uma história atual mas também um texto que se identifique. E sobre isto, ainda é preciso acrescentar que, nossas princesas do século XXI são dramáticas e sofrem constantemente pelo "grande amor da minha vida". Nossa personagem também é, e mais uma vez, alguns de vocês serão solidários a Ana Rosa dizendo que sabem o ela está sentindo.

"Agora eu sabia o que era se apaixonar e também sofrer uma desilusão.
(...)
A última mensagem havia sido aquela, avisando que ele tinha chegado a algum lugar que eu nem imaginava qual. Eu supunha que fosse longe, porque ele tinha levado meu coração na  bagagem e, por mais que eu tentasse puxar, estava demorando pra conseguir trazê-lo de volta para o peito." Pág. 112

 Boa leitura!



quinta-feira, 10 de março de 2016

Perfil: Paula Pimenta

Paula Pimenta nasceu aqui em Belo Horizonte, onde ainda mora.
Desde criança apresentou aptidão para a escrita e por esse motivo prestou vestibular para Jornalismo, embora tenha se transferido para Publicidade após dois anos, curso no qual se formou pela PUC Minas. Após a faculdade, morou em Londres, onde estudou Escrita Criativa e escreveu seu primeiro romance, Fazendo meu filme. No Brasil, trabalhou com marketing e como professora de música, até se tornar escritora em tempo integral.
Ela também compõe e canta! Você pode ouvir suas músicas no site dela: http://www.paulapimenta.com.br/
Seu primeiro livro, a coletânea de poemas Confissão, foi lançado em 2001, com edição bancada pelo seu pai, mas o sucesso veio apenas em 2008, quando a divulgação boca-a-boca entre os fãs transformou o romance adolescente Fazendo meu filme num best-seller. As aventuras da jovem Estefânia Castelino Belluz, a Fani, personagem principal do livro, ganhou três sequências. Juntos, os quatro livros já venderam 500 mil exemplares. A série também já foi publicada na Espanha, em Portugal e toda a América Latina, e ganhou uma versão em quadrinhos, que já conta com dois volumes.
Paula foi escolhida pela revista Época como um dos 100 brasileiros mais influentes em 2012 e em 2014 foi a autora que mais vendeu livros no Brasil, segundo o ranking da PublishNews.
O número de vendas das suas obras até setembro de 2015 ultrapassa a marca de 980 mil exemplares.
Conheça suas obras (com *** disponíveis na nossa biblioteca):
  • Fazendo meu filme 1: A estreia de Fani ***
  • Fazendo meu filme 2: Fani na terra da Rainha*** 
  • Fazendo meu filme 3: O roteiro inesperado de Fani***
  • Fazendo meu filme 4: Fani em busca do final feliz***
  • Fazendo meu filme em Quadrinhos 1: Antes do filme começar
  • Fazendo meu filme em Quadrinhos 2: Azar no jogo, sorte no amor
  • Minha vida fora de série: 1ª temporada ***
  • Minha vida fora de série: 2ª temporada ***
  • Minha vida fora de série: 3ª temporada
  • Confissões ***
  • Apaixonada por palavras ***
  • Apaixonada por histórias
  • Princesa adormecida ***  ( resenha da próxima semana)
  • Acaba não, mundo
  • O livro das princesas ***
  • Um ano inesquecível
  • Cinderela Pop

Fonte: http://grupoautentica.com.br/gutenberg/autor/paula-pimenta/1016

quarta-feira, 2 de março de 2016

Resenha: Enders

Enders é a continuação de Starters (leia a resenha AQUI). Esperei 3 anos para ler a continuação! Aff... ninguém merece! A demora para prosseguir a leitura? Primeiro, porque a editora Novo Conceito levou cerca de um ano para lançar o segundo livro, estava mais parecendo a segunda parte de um filme do que de um livro, pela demora. Segundo, porque quando ele foi lançado, foi um BUM pela busca e a escola não conseguia realizar a compra e em terceiro, algumas complicações financeiras para concluir a compra. O fato é que quando Enders finalmente chegou nas minhas mãos, eu pouco lembrava de Starters.
 
No início de Enders, ao contrário de outras continuações que sempre voltam na história do livro anterior, pouco ele se remete e nas primeiras páginas fiquei lendo e tentando lembrar quem era aquele personagem porque só me lembrava dos principais: Callie, Tyler e Michael. Tive que ficar puxando pela memória para me situar e como li durante as férias, não estava com Starters por perto para ajudar.
 
Starters termina com Velho na mente de Callie e Enders continua daquele ponto, com um breve avanço no tempo. Nos primeiros capítulos descobrimos Velho tem um filho. Ãhh?! Pois é, o nome dele é Hyden e logo se torna amigo de Callie. Hyden ajuda Callie a fugir do Velho, que está reunindo Metais para continuar com as transações da Prime. Metais. Este é o nome dado para aqueles que receberam o chip para transposição de corpos. Foi aí que entendi a cor da capa de Starters. Lembram que na resenha anterior eu disse que durante a leitura do primeiro livro não consegui descobrir a ligação da cor com a história? É isto.
 
Falando de capas, Enders segue o padrão da capa de Startes porém na cor azul. Outro detalhe é que no primeiro apenas um olho é colorido e no segundo, cada olho é de uma cor. Por que? Porque em Enders nos é revelado que existe a transposição reversa. Significa que o chip de Callie possibilita não só que ela seja controlada pelo inquilino e permaneça consciente, mas que ela também pode controla-lo.
 
“- Quer dizer que... você sentiu pena de mim? 
- Não. – Os olhos dele encontraram os meus. – Eu me apaixonei por você.” Pág. 257 
 
Aqui o romance, ainda desnecessário, continua e com aquela confusão: no início parece que ela vai continuar com Blake mas ele tão rapidamente aparece, quanto some. Então pensei que ela ficaria com Michael. Mas surge Hyden e fica um flerte pra lá e pra cá. Ai fracamente... Assim como em Starters, a ficção é bem mais interessante que este romancezinho.
 
Senti falta da participação de Tyler. Os irmãos mais novos são sempre fofíssimos e quase sempre o motivo de nossas protagonistas entrarem em ação. No entanto, são tão pouco explorados... As poucas passagens de Tyler mostraram que ele é uma criança doce e brincalhona. Ele deveria ter mais espaço na história, parece ser mais agradável que a irmã.

Os capítulos finais nos aguardam com uma surpresa. Eu já imaginava uma revelação do tipo porque Velho diz "Não confie em ninguém além de você mesma. E, em seguida questione essa confiança." Mas o que aconteceu não foi exatamente o que pensei que seria, na verdade passou longe. O que é ótimo porque alguns livros tem as reviravoltas bem previsíveis e esta não foi. Não para mim.
 
 
Alguns leitores sentem falta da explicação da Guerra de Esporos. Se você é um deles, pode ler os contos que completam a história:
  • Retrato de uma Starter: uma descoberta
  • Retrato de uma Doadora: a história de um Starter
  • Retrato de um Esporo
  • Retrato de um Inspetor
Na nossa biblio você encontra Starters e Enders disponíveis.
 
Boa leitura! 
 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Resenha: Starters

Li Starters em 2013 mas naquela época eu ainda não publicava as resenhas no blog. Recentemente li o segundo livro, Enders, e para falar dele preciso também falar do primeiro.


Starters é uma distopia (saiba mais!), obra de Lissa Price e com uma capa m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a! Foi o que me chamou atenção para a leitura, esta capa metalizada é muito legal. Quando li, não consegui associar a capa ao conteúdo do livro. Sempre procuro no texto algo que justifique as capas e o fundo com chips tudo bem mas a cor... foi só em Enders que entendi. Mas vamos voltar e começar do início.
 Houve uma Guerra de Esporos que matou as pessoas com idade entre 16 e 60 anos porque estes não receberam a vacina de imunização. Callie Woodland, nossa protagonista, saía do supermercado com sua mãe quando viu um esporo cair e repousar sobre o braço dela. Assim, ela e o irmão Tyler, em breve ficariam órfãos e teriam que morar nas ruas, lutando pela sobrevivência e fugindo dos inspetores que, nas rondas, levavam os Starters sem guardiões para instituições inapropriadas - para dizer a verdade.
Tyler tem uma doença respiratória e a vida nos prédios abandonados está piorando sua saúde. Ela então o deixa sob os cuidados de seu amigo Michael e procura a Prime Destination (que é propriedade de um homem conhecido como Velho) para ser uma doadora de corpo. Como isso funciona? Bem, um chip é implantado na cabeça do doador e ele fica em um estado como o de dormir enquanto um Ender (os acima de 60 anos que chegam a ter até 200 !) assumem o controle de seu corpo. O valor pago por estes alugueis é alto e Callie espera poder mudar sua vida, a de Tyler e a de Michael com o dinheiro. O que ela não esperava é que seu chip sofresse uma alteração  e ela permanecesse consciente durante os alugueis. Sua inquilina, Helena, perdeu a neta, Emma, para a Prime e descobriu um esquema que torna os alugueis permanentes e não temporários como Callie pensava. Helena deseja matar os responsáveis, mas as coisas não saem tão como o planejado.
Gostei do livro, não tanto quanto de outras distopias lidas na época, mas gostei. Ouvi muitos comentários negativos que era uma imitação da saga Feios obra de Scott Westerfeld, mas como eu ainda não conhecia esta saga, pude ler Starters sem influências. Callie é muito confusa, ao mesmo tempo que ela se diz segura ela diz que não está; ela sente falta do irmão mas agradece por ele estar longe dela... Parece que ela vai emplacar um romance com Michael, mas depois ela parece gostar de Blake, neto do Senador que Helena tenta matar. Ela fica assim com esta aparência de gosto não-sei-se-gosto que é bem irritante. Gostei mais da parte de aventura do que do romance que, para mim, foi desnecessário.
Indiquei este livro muitas e muitas vezes e na maioria dos retornos que tive sobre a leitura, gostaram. Dizem que não podemos julgar um livro pela capa, mas ela certamente influencia na escolha.
Na próxima resenha, conheça Enders, o segundo livro desta duologia.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Perfil: Lissa Price


Lissa Price é uma escritora norte-americana, conhecida por seus romances de ficção científica e fantasia, com destaque para os trabalhos escritos para o jovem adulto.
Estudou Fotografia e Escrita, mas o mundo acabou sendo seu melhor professor. Escreve contos desde criança e diz que sempre foi ótima leitora. Viajou o mundo, mas foi quando se dedicou inteiramente à escrita que descobriu que as viagens mais surpreendentes ainda estavam em sua mente.
Em 2012 lançou seu primeiro livro, Starters, vendido em mais de 30 países, seguido de Enders. A duologia é uma distopia que se passa em Los Angeles após a Guerra de Esporos que matou os habitantes com idade entre 16 e 60 anos e da implantação de chip para transferência de corpos.
Lissa tem projetos de outras obras em mente e junto com seu empresário estuda ofertas para vender os direitos à uma adaptação cinematográfica.
Ela mora perto das montanhas da Califórnia do Sul com seu marido.

Na próxima semana, leia aqui, a resenha da  Starters.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Paródias de Carnaval 2016

No Carnaval deste ano, os alunos do turno da tarde produziram suas próprias marchinhas inspiradas nas tradicionais. Confira as letras e caia na folia!


Melodia: Mamãe eu quero
Tema: Dengue
Turma: 32A

Mamãe, não quero
Mamãe, não quero     
Não quero a Dengue pegar
Vira a latinha, vira a garrafa
Vira o pneu para o mosquito não pousar. (2X)

O meu vizinho, preste atenção
Sua caixa, não se esqueça de tampar
Lixo no terreiro não pode acumular
Se não o mosquito pode nos incomodar.

Mamãe, não quero
Mamãe, não quero
Não quero a Dengue pegar
Vira a latinha, vira a garrafa
Vira o pneu para o mosquito não pousar. (2X)



Melodia: Ei, Você Aí
Tema: Corrupção
Turma: 33A

Ei, você aí,
corrupção aqui, corrupção ali. (2X)

Não vai dá, não vai dá não,
o povo não aceita tanta corrupção.

Eu vou lutar pois quero descobrir
cadê, cadê, cadê
o dinheiro que estava aqui?

Ei, você aí,
corrupção aqui, corrupção ali. (2X)



Melodia: Ó abre alas
Tema: Samba
Turma: 23A - Maria Luiza, Samara, Bruna. Duda Silva e Júlia Cunha

Ó abre alas
Que eu quero sambar.
Ó abre alas
que eu quero passar.

Eu sou do samba
não posso negar.
Eu sou do samba
não posso negar.

Ó abre alas
Que eu quero sambar.
Ó abre alas
que eu quero passar.

Rosa de Ouro
é só para amar,
Rosa de Ouro
é só para amar.



Melodia: A pipa do vovó não sobe mais
Tema: Inflação
Turma: 32B

Cada dia o imposto sobe mais
Cada a gasolina sabe mais
Depois de tanto pedir  ipeachment
O ipeachment foi deixado pra trás.

(Bis)

Todas as coisas aumentaram o preço.
E o salário, está menos que um terço.

(Bis)

Cada dia o imposto sobe mais
Cada a gasolina sabe mais
Depois de tanto pedir  ipeachment
O ipeachment foi deixado pra trás.

(Bis)


Melodia: Remador
Tema: Samba
Turma: 23D

Hoje é dia de folia,
olé, olé, olá!
Eu vou pra lá! (2X)

Samba, samba, samba, sambador
quero ver sambar melhor que eu!
Eu vou sambar até o dia acaba.

Mamãe, não quero
Mamãe, não quero
Não quero a Dengue pegar
Vira a latinha, vira a garrafa
Vira o pneu para o mosquito não pousar. (2X)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Resenha: A cor das coisas findas

"As bibliotecas são verdadeiros labirintos na busca do conhecimento. Enquanto a internet nos traz a informação mais formatada, mais fragmentada; as bibliotecas nos possibilitam construir os caminhos a percorrer." Pág. 27



"A cor das coisas findas"? O que isso quer dizer? E mais, o que isto tem a ver com uma capa de morcego?

Bom, foi para obter as respostas para estas perguntas que decidi ler este livro do Caio Riter.

"Estranhas criaturas aquelas. Buscavam realizar uma pesquisa sobre a origem dos livros e acabaram se envolvendo de corpo e alma em uma aventura que, com certeza, marcou para sempre a vida deles." Pág. 101

Na história, Eduarda tem 15 anos, é estudante - claro! - e começa nos contando sua história de paixão pela leitura e pelo Carlo. A princípio, o livro parece tê-la como narradora, mas na verdade, a narração é intercalada pelos demais personagens. No início de cada capítulo um trecho de cada participante em 1ª pessoa e depois se segue a narração de um observador.

Um, aliás, dois detalhes interessantes da titulação dos capítulos: eles recebem uma numeração decrescente, indo do 9 ao zero, o que nos dá a expectativa de que algo nos aguarda no final. Tipo quando, na virada do ano, fazemos a contagem regressiva para o estouro dos fogos. E além da titulação numérica, os capítulos têm seu nome opcional em texto: "Nove... ou como tudo começou", "Zero... ou toda aventura pode ter um final feliz". Bacana né! Nunca encontrei isto em outro livro e olha que já li muitos.


Voltando a história... Um mistério ronda a cidade de Monte Verde e a biblioteca municipal. Em uma ida à biblioteca para realizar uma pesquisa da professora de literatura, Eduarda, Carlo e seus amigos Beatriz e Pedro, se vêem um ambiente silencioso, escuro e cheio de mistérios. Encontram um livro cujas páginas estão sendo apagadas e a cada página que desaparece, some também aquilo que estava descrito nela. Por exemplo: a página falava da igreja da cidade, quando ela foi apagada, a igreja simplesmente sumiu e com ela a memória que os moradores guardavam dela. Apenas os quatro amigos e Liana ( a professora de literatura) mantém a memória preservada. Daí vem o título do livro: 

"Ao final, habitaremos uma cidade vazia. Sem passado. Sem cor. Afinal, qual a cor da memória? Qual a cor das coisas findas, das coisas sumidas da nossa mente?" pág. 67

Os amigos suspeitam que um vampiro esteja sugando as páginas do livro e da história da cidade. Encontram um "sótão no sótão" da biblioteca e nele uma capa preta e mais pistas do que está acontecendo.


O mais legal da história é a forma como Caio Riter mistura a aventura, o mistério e a essência da leitura. Sabe por que apenas os 5 não perderam a memória? Porque ELES LEEM !

"Somos memória. Aqueles que são capazes de mergulhar nas águas do poema, da leitura, são memória. Os outros, meros viventes de um tempo sem passado." Pág. 74

Boa leitura!

Bárbara Leilane - Auxiliar da tarde