quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Resenha: Os três

" - Você sabe por que devemos tirar os sapatos antes de morrer?
- Não.
- Para não levar rastros de lama para a outra vida. Por isso existem tantos fantasmas sem pés." Pág. 385


Ficha da obra
Título: Os três
Autor: Sarah Lotz
Editora: Arqueiro
Páginas: 393
Ano: 2014

Os três é um livro incomum. Julguei pela capa que seria um suspense no estilo filme japonês, amei a coloração preta dos cortes do livro, que dá um "tchan!" e o deixa ainda mais sinistro. Mas... (suspiro)... não foi bem o que eu esperava.

Pense em um livro chamado "Quinta-feira Negra: da queda à conspiração" (DQAC) escrito por Elspeth Martins. Agora pense que DQAC foi parar dentro de outro livro. É exatamente o que acontece aqui, o livro de Elspeth é o livro os Três. Deu para entender? E o livro Quinta-feira Negra é igual a um documentário do Discovery Channel. Ele é composto por entrevistas, transcrições de conversas por telefone, e-mail ou skype e notícias. Francamente foi estranho ler uma ficção que mais parece um documentário. A história parecia muito real para não ser.

O enredo tem vários núcleos e temos que uni-los mentalmente para compreender os acontecimentos que estão interligados. No dia 12 de janeiro de 2012, 4 aviões caíram nos "quatro cantos do mundo" Japão, Flórida, Inglaterra e África. Era uma quinta-feira e o dia ficou conhecido como Quinta-feira Negra. Apenas 3 pessoas sobreviveram, cada uma de um avião, todas são crianças, dois meninos e uma menina:  Bobby do acidente no Japão, Hiro do acidente na Flórida e Jess do acidente na Inglaterra.

Nos últimos segundos de vida, uma passageira chamada Pamela, do acidente no Japão, envia uma mensagem de voz: 

"Eles estão aqui. Eu... Não deixe a Snookie comer chocolate, é veneno para os cachorros, ela vai implorar a você... O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Tchau, Joanie, adorei a bolsa, tchau Joanie, pastor Le, avise a eles que o menino, não é para ele..." Pág. 88

3 sobrevientes, 3 crianças. Sorte? Coincidência? Estranho? Como a capa do livro é bastante sombria sabia que haveria algo de sobrenatural na explicação e as primeiras páginas alimentaram minhas expectativas, mas depois... A "autora" do livro dentro dos Três apresenta depoimentos que nos leva pensar que havia algo de errado com as crianças. Os parentes que ficaram com a guarda delas diziam que o comportamento das crianças mudou extremamente. As vezes, elas falavam como se soubessem de algo a mais, sempre misteriosas, rindo do que parecia não ter graça, agindo estranhamente. Tinha tudo para ser um livro muito bacana principalmente quando o tio de Jess começa a ser assombrado pelo fantasma do irmão que exalava cheiro de peixe podre. Para mim Jess era a mais assustadora de todas. 

"Ele parecia olhar direto através de mim. Depois... escute, Elspeth, isso vai parecer muito sinistro, mas eles começaram a marejar, como se ele fosse cair no choro, só que... meu Deus... isso é difícil... eles não estavam se enchendo de lágrimas e, sim, de sangue." Pág. 41

As pessoas interpretaram a sobrevivência dos Três de diversas formas. Alguns disseram que eles eram Cavaleiros do Apocalipse, outros, que eram aliens, que estavam possuídos, que eram milagres... Até Pamela foi considerada profeta! Daí você imagina o fervor que isto causou: começaram a lotar as igrejas em busca de salvação porque o fim dos tempos estava próximo; alguns queriam matar as crianças porque assim o Juízo final seria adiado; outros queriam tocar nelas para receberem um milagre, faziam cultos em homenagem à eles ou protestos contra. A questão virou política e até as eleições foram influenciadas pelos acontecimentos e por isto "Da queda", do avião, "a conspiração", pelos cultos, rebeliões e tal. Parece exagero mas faz até sentido, sempre encontramos aproveitadores tanto na política quanto na religião, sem falar nos outros segmentos. Só que eu esperava mais, porque eu queria um suspense, um terror! Por isto ansiava tanto pelas partes de Paul, o tio da Jess.

Mesmo tendo achado o livro meio decepcionante, sugiro que esteja na sua lista de leitura. O sucesso da leitura parte também da expectativa que temos dela e a minha foi uma, o que ela me ofereceu outra.

Bárbara Leilane - Auxiliar da tarde

terça-feira, 12 de julho de 2016

Perfil Madeleine Roux



Madeleine Roux nasceu em Minnesota, nos Estados Unidos. Formou-se em Escrita Criativa do Beloit College, em 2008. Na primavera de 2009, completou um termo de honra em Beloit College, propondo, escrita e apresentação de um longa-metragem de ficção histórica. Pouco depois, ela começou um blog de ficção experimental Allison Hewitt Is Trapped, que rapidamente se espalhou por toda a blogosfera, trazendo uma experiência exclusiva de ficção para os leitores.  Atualmente vive na Caliofórnia.

Asylum é seu romance de estreia e você confere aqui, na próxima semana a resenha.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Dica de leitura: Asylum

" A loucura é algo relativo. Depende muito do lado da grade em que a pessoa está." Pág. 180


Ficha da obra

Título: Asylum
Autor: Madeleine Roux
Ano: 2014
Editora: V&R Editoras
Páginas: 335

Asylum é um suspense de Madeleine Roux.

Dan está inscrito no Curso Preparatório New Hampshire durante o verão. Está ansioso com o início das atividades mas sente um sensação estranha quando encara o prédio do Brookline, onde se hospeda. O prédio é um antigo manicômio transformado em alojamento para a faculdade. 

Coisas estranhas acontecem durante aquele verão. Dan e seus amigos, Abby e Jordan, descobrem uma passagem secreta para as celas onde ficavam os internados, um anfiteatro operatório, fotos dos pacientes em tratamento e a ligação de suas vidas com aquele lugar.

"Ele foi um dos assassinos internados aqui. Um assassino em série. Matava as pessoas e depois criava uns cenários, com os cadáveres fazendo o papel de estátua...
Ele era chamado de o Escultor, e veio para cá, para o Brookline." Pág. 247

"Você também pode ser um deles. Pode ser imortal. Fazendo pose, com uma careta ou um sorriso. Estou à sua espera no quinto andar, Daniel, para esculpir você." (pág. 255)

É um suspense bem elaborado, escrito em primeira pessoa pelo narrador personagem Daniel Crawnford. Daria um bom filme, daqueles que vão te levando suavemente até os últimos minutos de apreensão. O texto é simples, fácil de ser compreendido e com muito diálogo, o que faz a leitura render.

Existe um suspense em quem está atormentando Dan ou se é tudo ilusão. Ele recebe e-mails que surgem e desaparecem misteriosamente da caixa de entrada e bilhetes anônimos que o deixam ainda mais perturbado. No decorrer da leitura descobrimos que Dan viveu em vários orfanatos na infância e faz terapia para ajudar nos traumas. Isto me fez questionar se poderia ser ele mesmo o assassino e louco da história. Já havia percebido que ele sempre estava dormindo ou desmaiado quando alguém era atacado e nos capítulos finais ele mesmo faz este questionamento, principalmente depois de descobrir a ligação que tem com o diretor do sanatório.

(pág. 170)


Gosto de suspenses e em toda a leitura fiquei pensando em como ele seria se fosse adaptado para o cinema. Fiquei me lembrando de quando li A Mulher de Preto de Suasn Hill, o ritmo da leitura é bem parecido. Uma funcionária da escola perguntou se eu havia gostado do livro e eu parei por alguns segundos antes de responder e ela: "Demorou responder, não gostou." Mas na verdade eu gostei sim é apenas uma dificuldade minha: não disponho de tempo suficiente para ler vários capítulos seguidos então a leitura fica partida e o clima de mistério de apreensão acaba se dissolvendo quando interrompo a leitura. Quando a retomo, é preciso recriá-lo e aí... está na hora de parar de ler. Então minha avaliação sobre um livro de suspense ser bom é imaginar se um filme daquela obra seria bom e desta forma; sim, eu gostei de Asylum, principalmente quando imaginei esta cena:

"Com o fio do bisturi, *** traçou de leve um sorriso de palhaço no próprio rosto, deixando uma pequena linha curvada e vermelha na pele - um corte superficial, porém visível." Pág. 311

O *** é por minha conta para não revelar o nome do personagem.
O que mais gostei em Asylum não foi do texto mas das imagens, muito realistas! Uma nota no fim do livro diz que elas são fotomontagens criadas por um estúdio com base outras de manicômios reais. Nossa, elas são ótimas, reparou na foto mais acima?












Descobri que Asylum tem continuação, Sanctum é o livro dois e ainda temos outros dois extras: Scarlets e Artistas dos Ossos.

Boa leitura!

Bárbara Leilane - Auxiliar da tarde


quinta-feira, 30 de junho de 2016

Perfil Andy Weir



Andy cresceu lendo ficção científica. Sempre se interessou pelo espaço e assuntos como física relativa, mecânica orbital e histórias de voos tripulados ao espaço. Estudou ciências da computação na Universidade da Califórnia em San Diego, porém não se formou.Aos quinze anos de idade, começou a trabalhar em um laboratório nacional. Desde então, tem trabalhado como engenheiro de softwares.

Quando tinha vinte anos, começou a escrever contos e publicá-los em seu site de trabalhos criativos, o Galactnet. Lá é possível ler o conto pelo qual ganhou destaque, O Ovo (traduzido para português), disponível em vários idiomas.

Em 2011 lançou por conta própria seu romance de estréia The Martian em versão E-Book. Foi comprado pela Crown Publishing Group e relançado em 2014 numa versão de capa dura e pela Twentieth century Fox foi adaptado para filme.

Foi lançado no Brasil pela Editora Arqueiro em Outubro de 2014 com o título Perdido em Marte ( Confira a resenha clicando aqui.)

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Resenha: Perdido em Marte

"Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes nem com a Terra. todos acham que estou morto. Estou em um Hab projetado para durar 31 dias.
Seo o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo de fome.
Então, é isso mesmo. Estou ferrado" Pág. 14

Ficha catalográfica
Título: Perdido em Marte
Autor: Andy Weir
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 335

Mark Watney é botânico, engenheiro mecânico, astronauta E um homem ferrado! Sim. Não me importo de usar este vocabulário tão baixo porque é desta forma que ele se descreve, várias vezes, no livro. Durante uma forte tempestade de areia, sofre um acidente à caminho do VAM (Veículo de  Ascenção de Marte)e é deixado para trás. Por sorte do marcianos (ou não) ele sobrevive mas tem tantos problemas que talvez a morte fosse o mais fácil. mas ao contrário dos meus pensamentos desanimadores, Mark tem um espírito de sobrevivência gigante e um humor mais incrível ainda. Eu, certamente teria sentado e chorado até me afogar em lágrimas dentro do traje espacial ou me lançado ao espaço.

"Estou fodido e vou morrer!" Pág. 39

Exagerada? Bom, coloque-se no lugar dele! Mark está em Marte e se você não é muito bom em geografia, vou te dizer onde Marte está: Marte é o 4º planeta do Sistema Solar, está a aproximadamente 70 milhões de quilômetros daqui. Ele está sozinho, com comida para uns 400 dias usando uma máquina para reaproveitar água e outra para oxigenar o ar que podem parar a qualquer momento. Um detalhe assim, bem insignificante, é que a missão de resgate deve chegar só daí uns... 4 anos!

Felizmente, Watney usa o humor (e não o suicídio) para expressar seu desespero e planeja, calcula executa, xinga e quase morre várias vezes lutando para sobreviver até o resgate chegar. A princípio sua preocupação era a comida e ele, magnificamente, faz uma pequena plantação de batata usando as próprias fezes como abudo. Eca! Mas viver dependia daquilo.

Como ele depende da matemática, da química e da biologia em tudo, uma boa parte da leitura é explicando seus procedimentos para fazer as batatas germinarem, para calcular rotas, para separar hidrazina, para produzir água... e ao contrário do que eu esperava, mesmo tendo entendido pouco do que ele explicou, a leitura não é chata nem cansativa. Pelo contrário, é um livro super gostoso de se ler porque, como já disse, Mark é muito divertido e te distrai mesmo quando está explicando como reconectar as válvulas e porque o Hab quase explodiu e como ele queimou seu único meio de comunicação com a Terra, a Pathfinder.

O livro é dividido entre as partes do diário escrito pelo Mark e o que acontece aqui na Terra para tentar salvá-lo. Ele usa a posição de uma lua de Marte, Fobos, para se orientar durante as viagens porque não dispõe de sistemas de navegação. Os dias de Mark são contados em sóis, ele é deixado em Marte em Sol 6 e resgatado em Sol 549, foram 543 sóis em Marte, o que corresponde a um ano e meio comendo batatas, fazendo as necessidades fisiológicas em sacos plásticos, assistindo a seriados dos anos 1970, ouvindo disco music, lendo Agatha Christie e tentando não se matar.

"Bem, fiz merda.
Em algum momento, ia acontecer." Pág. 267

Não assisti ao filme ainda e nem sei se assistirei pois as adaptações decepcionam os leitores. Julgando pelo livro indico com firmeza a leitura: é ótimo!

terça-feira, 10 de maio de 2016

Perfil: Meg Cabot

Meg Cabot nasceu no dia 1º de fevereiro de 1967, sob o signo astrológico chinês do Cavalo do Fogo, notoriamente um signo azarado. Por sorte, ela cresceu em Bloomington, Indiana, onde muito poucas pessoas tinham consciência do estigma de ser um cavalo do fogo - pelo menos até Meg alcançar a adolescência, quando ela repetiu em Álgebra duas vezes no primeiro ano e decidiu cortar sua própria franjinha. 

Seis anos depois de se formar na universidade de Indiana (onde ela só entrou porque seu pai era professor de lá), Meg se mudou para Nova York bem no meio de uma greve dos funcionários da limpeza pública. Ela tentou seguir a carreira de ilustradora, mas isso não deu certo em absoluto, forçando-a a se voltar para o seu hobby favorito - escrever - para buscar alívio emocional. Ela passou por vários trabalhos para poder pagar o aluguel, incluindo dez anos de administração de um dormitório de 700 calouros na Universidade de Nova York, posição da qual Meg de vez em quando sente saudades.

Ela é autora de mais de quarenta livros para jovens e adultos, muitos dos quais se tornaram best sellers, com destaque para a série "O Diário da Princesa", que foi publicado em diversos países, vendeu milhões de exemplares por todo o mundo e deu origem a dois filmes da Disney que foram sucessos de bilheteria. Meg também é autora da série "A Mediadora", dos livros "A Garota Americana", "Ídolo Teen", "Avalon High", vários livros históricos sob um pseudônimo que ela ainda espera que sua avó nunca descubra, uma série de livros inteiramente no formato de emails ("Garoto Encontra Garota", "O Garoto da Casa ao Lado" e "Todo Garoto Tem"), um livro de mistério ("Tamanho 42 Não é Gorda) e o chick-lit "A Rainha da Fofoca", sobre uma jovem que fala demais, o que é um traço de personalidade que não se aplica à Meg em absoluto. 

Meg hoje divide seu tempo entre Nova York e Key West, com uma gata principal (Henrietta, de um olho só), vários gatos de back-up, e seu marido, que não sabe que se casou com alguém cujo signo é cavalo do fogo. Por favor, não conte a ele.

Conheça os títulos disponíveis da Meg na nossa biblioteca:
  • Abandono (resenha da semana passada - leia AQUI)
  • O livro das princesas
  • Coleção: A mediadora ( com 06 livros)
  • Melhores amigas para sempre?
  • Como ser popular
  • Coleção: O Diário da princesa ( com10 livros)
  • Formaturas infernais
  • Avalon High e Avalon High: a coroação
  • Ídolo teen
  • Coleção: As leis de Allie Finkle para meninas
  • Mordida e Insaciável
  •  Liberte meu coração
  • O livro das princesas
Leia todos!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

3 dicas de leitura para o Dia das Mães

O Dia das Mães se aproxima e temos algumas indicações de livros para esta data:

  • Quem é ela? - Autor: Eliane Pimenta - Editora: Brinque-Book
 Esta é uma indicação de leitura para os pequenos, ou para ler com eles.
Uma criança pergunta à outra se ela consegue ver " É aquela com juba de leão. Fica assim sempre que alguns seres pequeninos fazem pirraça." E outras assimilações muito criativas.
A família pode fazer uma brincadeira em que um único adulto faz a leitura para os outros que devem ouvir as descrições do menino e fazer o desenho para tentar descobrir sobre o que ou quem a história fala.
  •  A vida na porta da geladeira - Autor: Alice Kuipers - Editora: WMF Martins Fontes
     É um livro muito tocante, sensível e de fácil leitura. Indico para os jovens adolescentes e também para as mães, para que percebam que se algo está acima da sua família, que você deve rever as prioridades. 
     Claire, de 15 anos, e sua mãe têm uma rotina muito atribulada. Nos raros momentos em que a mãe está em casa (ela é obstetra), a filha está na escola, com amigos ou com o namorado. Resultado: as duas quase não se veem e se comunicam deixando recados na porta da geladeira. Esses recados vão desde cobranças banais [Oi, MÃE! (Que eu NUNCA MAIS vi!)] até revelações tocantes e contundentes por parte de mãe e filha durante o penoso tratamento do câncer de mama da mãe, num ano que se revelará decisivo para as duas.
Leia nosso post especial sobre este livro: clicando aqui.

  •  A menina de vidro - Autor: Jodi Picoult - Editora: Verus
     Este é certamente um dos livros mais polêmicos que li. Como mãe, não consigo me imaginar em situação parecida: dizer que preferia ter abortado o filho que tanto amo.
    Até onde você iria para garantir o futuro de um filho? Quando Willow nasce com osteogênese imperfeita, uma doença grave que a faz ter ossos extremamente frágeis, seus pais, Charlotte e Sean, ficam arrasados - a menina vai sofrer centenas de fraturas ao longo de sua existência e ter uma vida de dor. Depois de anos de cuidados constantes com Willow, sua família está à beira da falência. Até que uma dupla de advogados oferece a Charlotte uma oportunidade de salvação: processar sua obstetra por nascimento indevido - ou seja, por não ter diagnosticado a doença de Willow cedo o bastante para que sua mãe pudesse optar por um aborto. A indenização pode assegurar a Willow um futuro tranquilo, mas para consegui-la Charlotte tem que processar a dra. Piper Reece, sua obstetra e melhor amiga - e afirmar perante o júri que gostaria que sua filha nunca tivesse nascido... 
Um livro fácil de ler, porém muito sensível e talvez um jovem não tenha a maturidade necessária para se colocar no drama da mãe. Assim, sugiro que seja lido pelo adulto, mas nada impede que um jovem leia. Acesse nosso post especial sobre este livro: clicando aqui.

Escolha seu livro e boa leitura!