quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Resenha: A grande Fábrica de Palavras

A Grande Fábrica de Palavras de Agnès de Lestrade é mais um daqueles livros para ler em 10 minutos e que nos encanta. 



Estava selecionando livros para expor em outubro quando comemoramos o Mês da Biblioteca Escolar e este estava fora do lugar, solto nas prateleiras. Pensei: " que coincidência! Será que fala do poder da leitura ou da escrita?" 

Na verdade, é da palavra dita. Já parou para pensar em quantas palavras pronunciamos durante o dia? Quantas palavras são jogadas ao vento, conversando sobre nada importante, nos declarando, gritando revoluções, ajudando um amigo, fofocando... A comunicação é tão natural que é difícil nos imaginarmos sem pronunciar uma palavra sequer. 

Pense viver apontando, desenhando e tentando adivinhar o que o outro expressa? É tão necessária que até para quem não pode se comunicar do modo tradicional, pela fala, adota uma técnica: se bebê: choro; se surdo: libras; se mudo: braile. Dá para imaginar o mundo como um jogo de mímica, imagem e ação? Pense nisso e reconsidere o valor que damos às palavras. 

No livro "Incendeia-me", de Tahereh Mafi, página 116 diz: "Nenhuma arma, nenhuma espada,nenhum exército nem rei um dia será mais poderoso que uma frase. As espadas podem cortar e matar, mas as palavras vão golpear e ficar, enterrando-se em nossos ossos para virarem corpos mortos que carregamos para o futuro, sempre cavando e sem conseguir arrancar seus esqueletos de nossa carne." 

As palavras comumente saem de nossos lábios como o ar de nossos pulmões e quando percebemos já magoamos alguém ou perdemos nossa razão. A palavra realmente tem poder. Já reparou que quanto mais reclamamos pior a situação fica? E em quantos dias tudo o que precisávamos era ouvir uma palavra amiga, sincera ou positiva? Se as palavras são intrínsecas ao ser humano, seja ela escrita ou pronunciada, sejamos mais otimistas, cautelosos e gentis ao utilizá-las. 
Tudo isso em um romancinho inocente, meigo e super fofo de pouco texto e muita ilustração.


Resenha de Bárbara Leilane - Auxiliar da Tarde

PROMOÇÃO A CULPA É DAS ESTRELAS.
ESTA POSTAGEM É PREMIADA!
O PRIMEIRO A COMENTAR, RECEBE UM BRINDE!
VÁLIDO PARA 13 DE MAIO

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Perfil do Autor: Rick Yancey

Perfil: Rick Yancey

 
Rick nasceu na Flórida e é graduado da Universidade Roosevelt, em Chicago. Inspirado e incentivado por sua esposa, ele decidiu que sua graduação também poderia ser útil em escrever livros e, em 2004, começou a escrever em tempo integral.

Desde então, ele lançou duas aclamadas séries: As Aventuras Extraordinárias de Alfred Kropp, para jovens leitores, e O Detetive Altamente Eficaz, para adultos. É autor de treze romances e um livro de memórias. Seus livros foram publicados em mais de vinte línguas e ganharam inúmeros elogios e prêmios de todo o mundo.

É também um experiente argumentista e foi, durante anos, crítico de teatro. As Extraordinárias Aventuras de Alfred Kropp é o seu primeiro livro para jovens, nascido do seu desejo de conjugar a sua paixão por espadas com o seu fascínio pela lenda de Excalibur – a mítica espada do rei Artur. Este livro foi nomeado " Melhor Livro do Ano" pela Publishers Weekly e indicado para a Medalha Carnegie. Grande parte da história de Alfred Kropp foi escrita durante os treinos de futebol e karate dos filhos.

Em 2010, Rick recebeu a medalha de honra Michael L. Printz para o Monstrologista. A sequela, The Curse of the Wendigo, foi um dos finalistas para o Prêmio Times Book Los Angeles.

Rick Yancey é um autor multipremiado e os seus livros encontram-se traduzidos em mais de 20 línguas. Seu último romance, A 5 ª Onda, o primeiro de uma trilogia de ficção científica épica, fez a sua estreia mundial em 2013, e em breve será um grande filme da produtora GK Films e da Sony Pictures. Este livro foi considerado pelo jornal The New York Times como um dos melhores livros de literatura juvenil de 2013, ganhou o Red House Children’s Book Award e está nomeado para a Carnegie Medal.

Atualmente, Yancey vive em Gainesville, Flórida, com sua esposa e três filhos.

Na nossa biblioteca, é a estreia de Yancey. A única obra disponível do autor (por enquanto) é A 5ª Onda e você pode conferir a resenha AQUI.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Resenha: A 5ª Onda

A 5ª Onda -Rick Yancey


“Esqueça os discos voadores, homenzinhos verdes e aranhas mecânicas gigantes cuspindo raios de fogo. Esqueça as batalhas épicas com tanques e jatos de guerra e a vitória final para nós, humanos intrépidos, brigões e indomados sobre o enxame de olhos esbugalhados. Isso está tão distante da verdade, quanto o seu planeta agonizante se encontrava do nosso vicejante.
A verdade é: Quando nos encontrarem, a gente já era.” páginas 9 e 10

Uma tarefa bem difícil resenhar este livro,pois ele não é mais um livro sobre invasão alienígena. Os E.Ts , a forma do ataque, nossas chances de sobrevivência, não são do tipo que estamos acostumados a ler:

“Não havia um enxame de alienígenas descendo do céu em discos voadores ou grandes andadores de metal como algo saído da Guerra das Estrelas ou pequenos E.T.s enrugados e bonitinhos que só queriam arrancar algumas folhas, comer alguns confeitos de chocolate e ir para casa. Não é assim que termina.
Não é assim que termina mesmo.
Tudo termina com todos matando uns aos outros atrás de fileiras de refrigeradores de cerveja vazios na luz mortiça do fim de um dia de verão.”
página 19

O enredo se desdobra e se reinventa. Por isto é tão difícil falar sobre ele sem revelar os segredos que o livro nos guarda.

A história começa sendo contada por Cassie, nossa protagonista de 16 anos. Ela vive sozinha, escondida na floresta, tentando sobreviver às ondas de ataques alienígenas, enquanto procura pelo irmão, Sammy.

“A 1ª Onda terminou em segundos”
página 44. Tudo que funciona com energia para de funcionar: carros, aviões, luzes, relógios, celulares, absolutamente tudo.

“A 2ª Onda durou um pouco mais. Cerca de um dia.”
página 44. Tremores, terremotos e tsunamis.

“A 3ª Onda? Essa durou ainda mais: 12 semanas. Doze semanas para matar...” “A Morte Vermelha, ou a Praga de Sangue. A Pestilência. O Tsumani Vermelho. O Quarto Cavaleiro”
páginas 44 e 45. A doença dissolve todos os órgãos e o sangue sai pelos olhos, ouvidos, boca ou qualquer outro orifício, incluindo os poros.

4ª Onda: Silenciador. Os Outros (como os alienígenas são conhecidos) assumiram os corpos dos humanos, mais ou menos como em A Hospedeira. “Esse dilema nos dilacera. (…) A 4º Onda nos obriga à solidão. Somos minoria, enlouquecemos lentamente devido ao isolamento, ao medo e à terrível expectativa pelo inevitável.” Alguns tem a função de atiradores de elite, localizam e matam os humanos.

5ª Onda: Bem, a 5ª Onda não é o que parece ser e quando você pensar que sabe o que está acontecendo, prepare-se para a surpresa.

O que realmente não gostei foi a forma como os capítulos foram organizados e titulados. Não há no início dos capítulos algo que indique que é outro personagem narrando. Li quase todo o segundo capítulo pensando que se tratava ainda da Cassie como narradora, só depois percebi que não era, pois havia um pronome no masculino, e precisei reler o capítulo para me situar.

Desta forma fiquei preparada para o terceiro, sem imaginar nenhum personagem na cena, apenas lendo ( tarefa difícil ) até identificar quem era o narrador. Para complicar um pouco mais, aparecem personagens que não havia sido mencionados antes ou, se posso assim dizer, que trocam de identidade e vêm como narradores. A cada início de capítulo era o mesmo problema. Talvez tenha sido intencional, como mais uma parte reveladora, como uma surpresa preparada pelo autor. Se esta foi sua intenção Yancey, sinto dizer que não gostei da surpresa.

“Era nisso que a vida na Terra tinha se transformado desde a Chegada. Um mundo de dúvidas e incertezas.”
página 15

“Isso foi o que os Outros fizeram conosco. É impossível formar um grupo para lutar sem confiança. E sem confiança, não havia esperança."
página 18

Gostei mais de Sammy do que de sua irmã. Estou com sérios problemas com as protagonistas dos livros lidos ultimamente.
É claro que tem um pouco de romance. Cassie conhece Evan Walker e em meio ao ataque, eles tem alguns momentos de suspiros e sussurros:

“Antes de achar você, pensei que a única forma de me manter inteiro era encontrando um motivo para viver. Não é assim. Para continuar inteiro, é preciso encontrar alguma coisa pela qual se está disposto a morrer.”
página 228: Evan para Cassie.

A 5ª Onda é uma trilogia e espero que o segundo livro comece com todo o fôlego porque o primeiro começa bem lento. A ação na verdade só nos aguarda no final do livro. Aí sim, temos uma onda atrás da outra nos revelando os fatos.

“Há um velho ditado sobre a verdade ser libertadora. Não acredite. Às vezes, a verdade fecha a porta da cela e joga a chave fora.”
página 251

Há algum tempo a Columbia Pictures comprou os direitos de adaptação de A 5ª Onda. Susannah Grant, indicada ao Oscar por Erin Brockovich, é a responsável por adaptar o primeiro livro da trilogia e parece que as contratações estão andando. Há três atores cotados para ser Evan Walker na adaptação e estrelar junto com Chloe Moretz: Tye Sheridan, Nick Robinson, e Mitchell Hope.

Você pode ler a entrevista com o autor sobre o segundo livro (que ainda não tem título traduzido) "The infinite sea" em http://leitorcabuloso.com.br/2014/03/noticia-continuacao-sci-fi-5a-onda-rick-yancey-infinite-sea/

“Algumas lembranças nunca podem ser deixadas para trás. Elas não pertencem ao passado. Elas pertencem a você.”
página 231


Resenha de Bárbara Leilane - Auxiliar da Tarde

PROMOÇÃO A CULPA É DAS ESTRELAS. 

 ESTA POSTAGEM É PREMIADA!


 O PRIMEIRO A COMENTAR, RECEBE UM BRINDE!


 VÁLIDO PARA 08 DE MAIO

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Perfil do Autor: Lauren Oliver


Lauren Oliver vem de uma família de escritores e por isso sempre acreditava (erroneamente) que passar horas na frente do computador todos os dias, meditando sobre a diferença entre "rindo" e "rir", é normal. Ela sempre foi uma leitora ávida.

Nasceu em Queens e criou-se em Westchester, Nova York, em uma pequena cidade muito parecida com a retratada no "Antes que eu vá", seu primeiro romance. Frequentou a Universidade de Chicago e formou-se em filosofia e literatura.

"Comecei a escrever como uma forma de estender o meu amor pela leitura; quando eu lia um livro que amava, escrevia continuações para ele. Mais tarde, comecei a trabalhar em minhas próprias histórias, e na companhia de um monte de amigos imaginários. " diz Oliver.

Além de escrever, gosta de ler, cozinhar, viajar, dançar, correr, e fazer músicas estranhas. Também gosta de: ser acolhedora; incêndios; outono; pantufas; saltos muito altos; grande vinho; chocolate escuro; ketchup; massas. E odeia: calçado prático, mentirosos, e bananas.

Na nossa biblioteca você encontra a trilogia Delírio completa: Delirio, Pandemônio e Réquiem.

Você encontra disponível para compra em formato digital alguns contos de Delírio: Hana, Annabel, Raven, Alex e Delirium History. Infelizmente nem todos ainda traduzidos.

Leia a resenha da trilogia aqui.

As Auxiliares.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Perfil do autor


Olá pessoal!
Vocês já se acostumaram a ver as resenhas dos livros que lemos, mas você conhece o autor que o escreveu? Sabe sobre sua vida e os outros trabalhos que ele já fez?
Vamos começar falando da autora da trilogia Estilhaça-me:


Perfil: Tahereh Mafi

Ela tem 25 anos. Nasceu em uma cidadezinha de Connecticut e hoje mora em Orange County, Califórnia - onde bebe muita cafeína e acha o tempo muito perfeito para seu gosto. Quando não encontra um livro, ela pode ser vista lendo papéis de bala, cupons e receitas antigas. "Estilhaça-me" é seu livro de estreia e o primeiro de uma trilogia best-seller do New York Times e EUA Today.
Você pode ler a resenha da trilogia aqui.
Os direitos do filme foram comprados pela 20th Century Fox. O site Variety divulgou a notícia em 2011, mas ela tomou força novamente após a autora comentar sobre a adaptação — Mafi não tem ideia de como estão indo as audições. Provavelmente a busca no momento é por um diretor.
Na nossa biblioteca você encontra a trilogia completa disponível: Estilhaça-me, Liberta-me e Incendeia-me. Em formato digital você pode comprar Destrua-me e Fragmenta-me que faz a ligação entre os livros impressos.

As Auxiliares.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Resenha Extraordinário


“Vamos criar uma nova regra de vida... sempre tentar ser um pouco mais gentil que o necessário?” página 302

Sabe aquele livro que te faz refletir e repensar a forma como vê o mundo, como julga as pessoas? Assim é Extraordinário de R. J. Palacio. August (Auggie) Pullman nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora.

Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

“Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. (...) Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho. Sei que os outros não ficam encarando as crianças comuns aonde quer que elas vão. (…) A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma.” página 11
Extraordinário é escrito de uma forma simples e tocante.

Os capítulos na perspectiva de Auggie são bastante comoventes. Quantas vezes não ficamos observando um cadeirante ou até mesmo alguém que julgamos ser muito feio? Ou um mendigo ou alguém com a aparência fora do que temos como “padrão”. Muitas vezes, certamente. E quantas vezes alguma destas pessoas lhe disse o quanto ficou incomodado enquanto você o encarava? Acho que nenhuma. E este é o ponto a que me refiro como comovente do livro. Auggie fala para nós como se sentem estas pessoas quando agimos assim. O quanto podemos ser cruéis só de olhar. E por mais que nós “perfeitos e comuns” pensemos a respeito do quanto isso é grosseiro, desagradável e desconfortável, talvez nunca tenhamos sentido a profundidade do nosso ato. Nas descrições de August avaliamos a situação sob a visão dele e é muito tocante. É como disse, não somos capazes de imaginar o quanto é incômodo e doloroso.

O livro intercala a história contada por Auggie e por outros personagens importantes. A parte de sua irmã, Via, achei muito interessante porque ela ama August, mas prefere não ser vista com ele. Fico pensando o quanto deve ser delicada uma posição assim: ela sente vergonha do irmão ou quer proteger e não expô-lo? Ou é um pouco de cada? Pensar desta forma significa que o ame menos do que deveria?

Coragem. Bondade. Amizade. Caráter. Essas são as qualidades que nos definem como seres humanos e acabam por conduzir à grandeza. (…) A grandeza não está em ser forte, mas no uso que fazemos da força... Grande é aquele cuja força conquista mais corações...” página 305

Summer é a primeira amiga, amiga verdadeira de August e que bom seria se todos nós tomássemos a mesma decisão que ela “Sentei com ele naquele primeiro dia porque tive pena Só isso.(...) Então simplesmente fui até lá e me sentei. Nada de mais. Queria que as pessoas parassem de tentar fazer parecer grande coisa.” (página 127). Você já agiu assim? Ajudou alguém porque não gostaria de estar em situação similar, porque quis fazer diferente e não simplesmente se juntar ao grupo?

Sr. Buzanfa (não riam, é sério!), o diretor, toma uma decisão questionável: escolher um grupo de alunos para o comitê de boas vindas e incumbi-los de tornar a adaptação de August mais confortável. Pense em quando você era criança e sua mãe dizia que você deveria ser amigo de alguém porque ela era amiga da mãe dele. Só porque elas eram amigas e pelo julgamento da sua mãe, aquela seria uma boa amizade, não significava que ele realmente fosse um bom amigo ou sequer agradável. A intenção do diretor era das melhores possíveis, certamente, mas é uma daquelas situações em que a boa intenção por si só não basta.

Outra personagem que me chama atenção é Melissa, mãe do Julian. Ela é... cruel, insensível, desumana. É inacreditável que um adulto possa ser tão preconceituoso! (e mais inacreditável ainda que existam pessoas assim de verdade). São poucas as partes em que se fala dela, mas é uma daquelas situações em que o pouco já é o suficiente. Julgue você mesmo: “pessoas como ela estão mais preocupadas com uma foto bonita da turma do filho do que com fazer o que é certo. Você soube do photoshop, não soube?” página 179. E nem precisa dizer em quem ela fez o photoshop, precisa?

“Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo” página 313

E através de todas as sensíveis situações vividas por August, por percebermos o outro lado, por nos identificarmos tantas vezes, que Extraordinário é o livro mais tocante que li neste ano. Apesar das passagens desanimadoras e impiedosas da história de Auggie ele segue em frente. É muita força para um garoto de dez anos.

A história é fictícia mas se aproxima assustadoramente da realidade e a lição de moral, de caráter, é bem clara.

“(...) deveríamos ser lembrados pelas coisas que fazemos. Elas importam mais do que tudo. Mais do que aquilo que dizemos ou do que nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem a nós. São como os monumentos que as pessoas erguem em honra dos heróis (…). Só que em vez de pedra, são feitas das lembranças que as pessoas têm de você. Por isso nossos feitos são nossos monumentos. Construídos com memórias em vez de pedra.” página 72 


Boa leitura!

Resenha de Bárbara Leilane – Auxiliar da tarde


PROMOÇÃO A CULPA É DAS ESTRELAS.
ESTA POSTAGEM É PREMIADA!
O PRIMEIRO A COMENTAR, RECEBE UM BRINDE!
VÁLIDO PARA 11 DE MAIO

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Resenha Pao.com.manteiga


Que tipo de livro teria como título “pão.com.manteiga” ? A primeira informação é que a história é relacionada a internet. Mas o que teria a ver a internet com nosso café da manhã?


Paulo é adolescente e em um daqueles dias em que você está querendo dar uma “repaginada”, muda seu perfil no MSN. Enquanto comia um pão, sem manteiga mesmo, surge a ideia de qual apelido adotar. Pouco depois, sua amiga Carol comenta com Renatinha que um amigo havia se apelidado de Pão. Renata se interessa e muda seu nome para Manteiga.

As mentiras começam aí, trocando os nomes dos personagens principais. Eles, Pão e Manteiga, ficam amigos e quando a curiosidade de ver o outro surge, mais mentiras: cada um usa uma foto que não é a real e inventam vidas que gostariam de ter.

A família de Paulo está com dificuldades financeiras e ele diz ser muito rico, que os pais estão de férias no exterior, que ele está relaxando na piscina... Renata é gordinha e diz ter um corpo de top model, lindos cabelos ondulados... Enfim, aquelas conversas mentirosas da sala de bate-papo que não vão dar em nada porque, provavelmente, você nunca irá se encontrar com a outra pessoa e se encontrar, quem poderia confirmar que era mesmo você?

Acho este perfil bastante realista. Trabalhando com adolescentes da era virtual, não foram poucas as vezes que me confidenciaram estas brincadeiras de identidade. No entanto, Paulo e Renata estão tão insatisfeitos com a vida real que ficam ansiosos para assumir a personalidade que adotam no MSN. Eles gostam e chegam a desejar que fosse verdade.

Já estava pensando em onde iria parar aquela brincadeira, que estava ficando séria, quando Pão e Manteiga reconhecem que a única vida que temos é a que vivemos. Que se não estamos satisfeitos com nossa aparência, nossos amigos, nossa condição social, questões políticas ou o que quer que seja, é aqui que temos que fazer a mudança. Nos escondermos atrás de perfis perfeitos na rede social não muda o que somos. A crítica de Jonas Ribeiro (autor) é muito clara quando lemos o trecho onde Pão se cansa da virtualidade e se assume como Paulo:

"Não quero mais saber de turbinar meu computador, de amigos gamemaníacos, de ficar jogando on-line, de atualizar meu perfil todo santo dia, de cartões virtuais. Chega!!! A internet não pode substituir a casa de um migo e o cheiro de uma garota. Acabamos abrindo mão do prazer pela comodidade. Que loucura fazer compras num shopping virtual! Será que vamos colocar nossos sonhos num site da web e ponto com ponto br? Só falta agora a gente fazer download dos sentimentos que quer sentir. A grande revolução está na emoção e não na hipermídia."

O livro é fininho, fácil de ler e as ilustrações ajudam os “preguiçosos” a se sentirem estimulados a realizar a leitura. Como a história é em um universo jovem e virtual, encontramos muitas gírias, internetês e emoticons. Também outros aspectos com as turmas ou tribos, romance, amizade e as confusões sentimentais. Recomendo. Apenas no finalzinho, lá pelas últimas cinco ou dez páginas que a trama fica meio confusa e se perde da principal. Aparece um mendigo no bar, e eu realmente acho que foi uma enrolação para acabar o livro. Ficou um final como vocês diriam: “Nada a ver”.

Resenha de Bárbara Leilane – Auxiliar da tarde

PROMOÇÃO A CULPA É DAS ESTRELAS.
ESTA POSTAGEM É PREMIADA!
O PRIMEIRO A COMENTAR, RECEBE UM BRINDE!
VÁLIDO PARA 15 DE MAIO